
Você já se sentiu diferente em casa e no trabalho?
Essa diferença não é acaso: faz parte do que Jung chamou de persona, ou seja, a “máscara social” que usamos para nos adaptar às expectativas do meio.
No ambiente corporativo, a persona é fundamental para que possamos exercer papéis sociais. No entanto, quando há excesso de identificação com essa máscara, corremos o risco de perder contato com nossa verdadeira individualidade.
O que é a persona em Jung?
Na antiguidade, a palavra persona se referia à máscara usada pelos atores no teatro. Jung utilizou esse termo para descrever a forma como nos apresentamos socialmente.
Segundo o autor:
- A persona conecta o “eu” ao mundo externo.
- É uma estrutura de adaptação, moldada pelas exigências coletivas.
- Cumpre uma função importante de integração social, mas não representa a totalidade do indivíduo.
Em outras palavras, a persona é útil, mas não é quem realmente somos.
A persona no ambiente de trabalho
No mundo corporativo, tanto gestores quanto colaboradores desempenham papéis que exigem o uso de diferentes personas.
Por exemplo:
- No trabalho, o gestor assume a persona de líder, autoridade, responsável pela equipe.
- Em casa, pode atuar como pai, filho, parceiro ou amigo.
Essas mudanças são naturais, mas quando a persona domina completamente a vida psíquica, o indivíduo passa a acreditar que só existe através desse papel.
O risco da identificação excessiva
Quando a persona se sobrepõe à individualidade:
- A pessoa pode sentir um vazio existencial.
- Há maior propensão a ansiedade, depressão e estresse.
- Relações interpessoais ficam superficiais, pois são mediadas apenas pelo papel social.
Assim, aquilo que deveria ser uma máscara saudável de adaptação pode se transformar em uma prisão.
👉 No próximo artigo, vamos falar sobre o ambiente corporativo e como o clima organizacional impacta diretamente o bem-estar psicológico dos gestores e colaboradores.
